Prophetheia - Capítulo II

    O batedor chegou à terra dos homens e foi convocado pelo capitão Leonadair, o Hamardzak Lav; chegando à sala da mesa foi inquirido a respeito das novas, algum movimento do inimigo ou pista de sua ardileza, o batedor informou que nada de hostil havia se visto; se não alguns animais e um velho da clareira maior que ali habitava; neste exato momento, foi interrompido por um soldado que de súbito abriu as portas e exclamou fazendo uma breve mesura:

    - Com sua licença Capitão! Enquanto patrulhávamos as cercanias de Al-kumahá, a Passagem das Areias, encontramos um bando de Orcs adentrando Invoer Cvet, o Portal das Flores, tomamos um para inquérito e o restante aniquilamos; com este que trago, havia um fragmento de papel com uma inscrição que desconheço. 

    O Capitão requiriu que trouxesse a sua presença o prisioneiro; assim foi lhe trazido em correntes a criatura, o Orc quando contemplou Leonadair, estremeceu e o que foi feito para nada temer, foi consumido de desespero:

    - Clemência a minha miséria Senhor dos homens! – disse a criatura. O Capitão, respondeu: - Apodreça sua astucia! prole imunda, clemencia não é conhecida em suas terras, não a suplique de nós, responda-me e sua morte será breve; porque atravessaste a fronteira? E o que trazes contigo? – A criatura grunhiu dizendo: - Nossa arma acordou, sua era há de findar e os Thardulks reinará – neste momento, a ira se acendeu no coração de Leonadair, e desembainhando rapidamente a longa espada, gritou: - Que arma?! – quando o brilho da Akimirus foi exposta aos olhos Orc, ele se debateu e suspirou o ultimo folego; o capitão embainhou a espada se pôs a refletir a informação recolhida enquanto via o cadáver da nefasta criatura, e disse aos presentes: - Tirem-no daqui e leve o fragmento para os mestres do Arcanum de Dovarium – enquanto os mensageiros se foram a caminho, e os servos levavam o corpo, Leonadair foi ao regente Amartnux II alerta-lo da iminente ameaça.

    Dovarium, a Terra do Dragão, possuía um imenso acervo histórico em sua universidade Arcana; lá nascia os sábios e ali viviam os mestres da terra, quando foi lhes mostrado o fragmento, o conselho se reuniu e o tomou para estudar, e assim informaram o rei por meio de carta:

    “Vida a Longa a vossa Majestade! O escrutínio foi realizado, e nos debruçamos a fim de consumar a tarefa nos confiada por vossa excelência, isto sabemos, no fragmento há uma inscrição que corresponde com os caracteres do alfabeto Arkin, escrita própria da então morta, Arkinarium, a Capital Porto, a mais antiga das cidades dos homens; porém, o significado nos é oculto, pois as definições terminológicas perderam-se com os léxicos outrora esquecidos, mas sabe-se entre os mais antigos de nós,  que a muito antes da cidade ruir com a hedionda Guerra das Feras; um homem, mestre de mestres, sábio do primeiro colégio portuário, veio rumo ao norte e na floresta das clareiras fez sua morada levando consigo uma extensa pilha de livros, e ali desde então, nutre-se com o saber antigo; este, foi visto pelos que se aventuraram naquelas bandas, e se ele estiver vivo, terão sucesso em interpretar o que ali se diz; além dele, havia alguns mestres do conselho, que segundo os escritos que possuímos, dizem terem subido a floresta leste de Rytaia Adavi após a terra sul ser infestada pela malignidade, esses, diferente do sábio, tinham inclinações para as artes negras da magia, são arcanos corrompidos, bruxos, e se podemos oferecer um conselho, alertamos, eles não são leais, nem confiáveis e nem amistosos; passar bem!”

    Quando esta mensagem foi lida na corte militar de Liontarium, o patrulheiro, exclamou: - Ele está vivo! E eu o vi, e conheci o sábio! Sei onde mora e como encontrá-lo. – O capitão respondeu: - Muito bem, iremos a ele, mas não com tropa, e sim com um pequeno destacamento, pois dizem que arvores comem exércitos, mas não acordam com pequena patrulha, hão de ir comigo, além de tu Malak, Lydia e Farkas; partiremos a noite a fim de ser secreto a empreita, agora devo ir ao regente inteira-lo deste assunto – chegando no palácio, o regente o recebeu, e o capitão leu a mensagem e apresentou a ideia de conversar com o Akrivel,   no termino, o rei com olhar meditativo assentiu com a cabeça e respondeu: - Ponho-me a pensar, é por esse motivo que os Orcs estavam a caminho das campinas do vento, pois foram enviados a mando dos Thardulks, pois buscavam interpretar o fragmento se valendo da cooperação dos bruxos; então é lá que habitam, a frouxidão de nossa vigilância minou nossas defesas, e os inimigos se uniram e buscarão mais alianças, temo pelos Orientais, pois como pôde um bando Órquico barulhento passar pelo seu deserto sem ser impedido, ou Anatolium caiu, ou, estremeço em dizer, se vendeu. Marcharemos contra os bruxos para reparar nossa negligencia; quanto a sua missão Leonadair; não leve o fragmento, mas peça aos hábeis replicarem um simulacro e o guarde em nosso Arcanum; vá, e que a mão do Uno divino o guie e guarde.

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