Prophetheia - Capítulo V


    Em montarias enfileiradas a companhia margeava Severní Lych, o Grande Lago do Norte, e quando estavam prestes a entrar nas planícies de Veld Arklys, o Campo dos Cavalos, ouviu-se ao longe um rosnado de um grave folegar seguido de um alto rugido, da direção que se escutava percebia-se águas agitadas na entrada de uma gruta a beira do lago não muito distante deles, os companheiros fitaram os olhos inquirindo em mente a razão do misterioso ruido, Farkas e Malak desembainharam suas espadas, Lydia armou o arco, mas Leonadair não demonstrava medo ansioso, mas uma curiosidade vigilante, desceu de Arag, e avançou rumo a uma gruta, quando de pronto, dela boiavam corpos que tingiam as águas em redor de negro, junto desses arrastava-se com dificultoso esforço uma assombrosa fera, e esta saia das águas e deitando sob a sombra das altas folhagens na margem, expirou; Leonadair, sem se deter, examinava o estado dos cadáveres, eram Orcs, e estavam em pedaços a ponto de não achar possível distinguir e fazer contagem de quantos eram ao todo, membros dilacerados e cabeças hediondas partidas ao meio, ignorando-os por um momento foi de encontro a fera, era um animal de raça felídea, de pelagem rasa e densa,  arquétipo monstruoso, um par de longas presas pontiagudas equiparavam a punhais de duplo fio, suas garras assemelhava-se a adagas curvas, quando contemplava a criatura que aparentava descender de lendas míticas, um breve ronrono desviou-lhe a atenção ás folhagens, e entre elas, um filhote da majestosa criatura dormitava, neste instante, os companheiros averiguando o cenário, já aproximavam-se de Leonadair; a diminuta criatura despertou, e com lentos passos trêmulos e errantes deitou aos pés do capitão sem demonstrar temor. 

    Quando todos se postaram juntos cativados e apreciando a singela e rude criatura; de súbito, cinco Orcs pularam das folhagens e vieram contra eles, Lydia com um reflexo tão breve quanto um piscar de olhos, disparou uma flecha que varando a garganta do primeiro enterrou-se no peito de outro que vinha logo atras deste; Malak, o destro e Farkas o canhoto, em perfeita sincronia de golpes, como reflexo de espelho um do outro, repetiram os feitos ao mesmo tempo e de mesmo modo, decepando dois dos maiores Orcs do bando, o quinto Orc, menor e mais ágil assombrando-se, voltou a fim de desertar, adentrou na densa mata de folhagens altas a ponto de não ser mais visto, Leonadair, tomando uma lança de um dos mortos a lançou em uma distância de vinte braças, e ecoou do incerto um grunhido Órquico de morte seguido por um silêncio, toda a contenda foi tão bem pleiteada que discorreu durante a queda de uma folha não tão leve de uma arvore não tão alta. Farkas e Malak riram e toparam os carpos, Lydia sorriu, voltou os olhos para os cadáveres e comentou: 

    - Se estes estavam com as vitimas da fera, é um bando muito numeroso para serem apenas batedores. 

    - Sim, julgo haver algum posto Órquico além da banda leste deste lago, pois a algum tempo se vê de lá fumo subir. – disse Leonadair, Lydia indagou pressionado sua mão ao arco – “Pois vamos então, e os devastemos!”, “Sim! O que esperamos? até com câimbras damos conta desses porcos!” - assentiram Farkas e Malak. 

    Leonadair os respondeu:

    - Iremos, no entanto, não neste momento pois já tarda nosso retorno, as novas hão ser dadas ao rei e os seus informes haverão de ser conhecidos. – Dito isto, o capitão tomou a pequena fera no colo, esta, quando acolhida se encolheu e tornou-se a dormitar, os quatro cavaleiros num assovio invocaram suas montarias, das quais tomaram as selas e se puseram a cavalgar ao norte, rumo a Liontarium.

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