Prefácio

    Em honra as obras de meus irmãos reformados, pioneiros nesta arte, J. Bunyan e G. MacDonald, os quais, pela excelência na execução, incutiram-me o desejo de evocar a mente uma aventura que se prestasse a pregar os valores e princípios de nossa tradição, sob esta forma temática.

    Esta categoria da literatura cristã, tem encantado e estimulado, em prol da virtude, o apreço e zelo a boa causa. Obras de cunho alegórico como "Peregrino" e "Guerra Santa" de John Bunyan, quais segundo Macauley, foram as melhores alegorias já escrita, ou como comenta C. F. Allison: "A linguagem figurada inesquecível e a rara mistura de pensamento e de paixão fundamentava-se nos ensinos clássicos da reforma, a respeito da condição decaída do homem, da graça, da imputação, da justificação e da expiação, segundo o que parece, Bunyan os derivou diretamente das Escrituras."

    Quanto as de cunho analógico, como "Phantastes" e "Lilith" de George MacDonald, qual segundo R. N. Hein observa que: "Embora fosse um pensador perspicaz e coerente, desconfiava da capacidade de qualquer sistema abstrato de pensamento para conter a verdade e achava que a imaginação, mais do que o intelecto, poderia chegara mais perto da verdade e incorporá-la de modo mais convincente. Daí a necessidade de compreender os escritos imaginativos de MacDonald, a fim de se apreciar de modo mais pleno seu pensamento e influência [nesta categoria]".

    Mais que uma menção honrosa, uma vez que, quando se trata de fantasia cristã, C. S. Lewis se assinou de tal forma nesta categoria, que sua figura é indissociável do tema. Nosso irmão anglicano com sua mitopoética coleção "As Crônicas de Nárnia", qual segundo Hein, Lewis emprega o termo mito para "designar aquilo que é verdadeiro em última análise, mas inefável, ou seja, indescritível em termos racionais, podendo ser vislumbrado

    C. S. Lewis se assinou de tal forma nesta categoria, que sua figura é indissociável do tema. Logo, referi-lo é mais que uma menção honrosa, uma vez que, quando se trata de fantasia cristã, nosso irmão anglicano com sua mitopoética coleção "As Crônicas de Nárnia", é o exemplo expresso de nosso intento. Visto que segundo Hein, Lewis emprega o termo mito para "designar aquilo que é verdadeiro em ultima analise, mas inefável, ou seja, indescritível em termos racionais, podendo ser vislumbrado apenas pela imaginação".

    Aspirando consumar o intuito que estes me inspiraram, pus-me a empreita, medindo e sopesando segundo o "cânon" proposto por Aristóteles. Onde, orientando-me a sombra de "A Poética", pude definir a estrutura desta obra. Tomando seus conselhos, atendo-me as suas diretrizes, amparando-me segundo seu modelo de "Tragédia".  Dos caracteres e das ações, não deixei de recorrer ao mesmo pensador, que agora, por sua "Ética", moderei e tomei por ideal o meio-termo áureo das dozes virtudes, distribuindo excessos e deficiências, a fim de caracterizar os personagens, intentando tecer o arco na jornada do herói, do anti-herói ou vilão, fazendo a cada qual disto, segundo a medida de sua intensidade, enfatizando um vício ou virtude como um distintivo que os invista com uma espécie de identidade.

    Ademais, a partir do método de composição arguido, aferi e acurei conforme os princípios bíblicos. Isto é, formando o corpo da obra pela herança grega, apeteci conferi-la de uma alma cristã, para que o legado atemporal ecoasse de sua páginas. Assim, demos luz, a nossa mitopoética cristã, com objetiva profundidade. Nesta obra, fui nisto responsável, a fim de criar e adaptar segundo a conveniência de nosso propósito. Idealizei e dei palavras a imagem mental que concebia, após bebericar ou imergir de obras relidas e exploradas. 

    Quanto a questões, que tangem a teogonia e a ala cosmogônica, foi meu irmão, Leo, nosso grego Orfeu. Demonstrando em hábil lavor, competência distinta, aplicando-se a ciência mitológica de diversas culturas, integrando e propondo segundo a premissa de nossa cosmovisão. Foi desta feita, que este, como mitólogo, mitografou nesta obra.

    Do conhecimento de teor assíduo das referências contemporâneas, contribuinte notável no apontamento de antíteses e verificação das teses incutidas na obra, minha irmã Nay, forneceu orientação do bom tino advindo do aferido siso da experiência. Apontando o que poderia não corresponder a expectativa dos leitores, e corrigindo as ênfases desmoderadas, anuindo o que é belo e aluindo o que deu-se a desforma.

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   “Construímos esta obra no intento de exprimir e imprimir as doutrinas teológicas sob a forma alegórica, me valendo tanto de tipologias de arquétipo bíblico quanto da aferição por meio da lógica aristotélica. 

    Projetamo-a segundo a ética cristã, saturemo-a de simbolismos e sentidos cristãos a fim de fazê-la uma obra essencialmente religiosa. Nos deixando levar pelas influências de tal aspecto.
    Deste modo, tal obra de cunho fabuloso é fruto de uma laboriosa empreitada, a qual tivemos por azo solidificar e tornar palpável nossas imaginações mais mirabolantes, formando de uma nebulosa ideia, um corpo tangível.
    Ansiamos no mais, sermos coerente com a nossa cosmovisão, e isto exprimimos por meio de inserções enigmáticas sob as referências intrínsecas de nossa Fé, em prol de exaltar a excelência moral e os valores das prezadas virtudes. Não deixando de trabalhar contudo, alguns dilemas de nosso tempo.
     Esta arquitetamos, para nós, por nós, e de nós, os três irmãos!

- Ariel Placidino Silva; Leonardo Placidino Silva; Naegely Placidino Silva. -

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