Nyah, a Skult Tayní

Nyah, a Skult Tayní:

    Dos ermos aos pastios, das faldas aos planaltos, das florestas às pequenas vilas, Nyah a Skult Tayní, isto é, “A Sorrateira”, caminhava e explorava os cantos e antros das terras hostis, sem casa, mas tendo por lar um mundo inexplorável, cruzava como espectro os caminhos dos mais vigilantes, sem ser ouvida ou vista.

    Mas não sozinha empreendia suas aventuras, montava sobre Vúlfrico, “A Sombra”, um altivo cavalo negro dos adros campos reais de Veld Arklys, conta-se a lenda que este tinha por cor de sangue o azul, como dos unicórnios e que sua linhagem descendia dos Cavalos de Hemidim, o filho de Afimum, da casa Real; Nyah também contava com um leal companheiro conhecido por Daehrown, “O Phantum”, o qual tomado de afeição zelava pelos cuidados a Nyah, este, transmutava-se em forma de um lince negro de aspecto aterrador, a fera fora de outrora, um aprendiz da arte teriônica em Arkinarium, onde conheceu Akrivel quando este ministrava Alto Saber Antigo na Universidade Arkin Semumita.

    Ora, a história de Nyah e de Daehrown estão por muito entrelaçadas, e alguns que sobre esta historia discorre, afirmam que suas sinas também são comungadas. Daehrown caçava, quando encontrou Nyah aos três meses desacolhida nos bosques de Skógur Kliringo, e a levou ansiando o melhor, aos pés de Akrivel, que a instruiu no caminho até a idade que julgou suficiente para encaminhá-la à Coraar e à Oramar, a fim de dotá-la com o saber Élfico, e Anânico; tanto na pericia da guerra quanto na arte da sobrevivência. Quando de lá foi comissionada ao mundo, a errante guerreira buscava a ventura do risco e em peripécia do perigo defrontava destemida, gozando da pugna e da caça à Orcs.

    Nyah, lograva de uma beleza singular, seus cabelos eram de um tom rubro carmesim como rubis cruas, seus olhos de viçoso víride o qual assemelhava-se a esmeraldas recém lapidadas, de beleza além de ser possível descrever, cativava qualquer olhar que em breve vislumbre a contemplasse, temerosa quanto a atenção, velava-se com capuz de manto escuro; suas vestes, diga-se, provia-se do porte de estojos, bainhas, aljavas, para acolhimento de lâminas, setas e dardos, machadinhas e adagas.

    Hostil em relação a estranhos, Nyah comissionava-se a justiça de encerrar bandidos e vadios, para este talante, aprimorava o que herdou dos três mundos: sua maneira leve de perambular que a isentava de rastros encobrindo-se no silêncio, sua certeira precisão no lance e disparate e seu furtivo modo de investir em ataque breve.

    Nyah assim vagueava, na companhia dos leais, em prol dos pequeninos e ao rumo das aventuras que as terras e os tempos á concedia.

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