Lufus, o Parakleton

Lufus, o Parakleton:

    Eleito entre os diáconos, autoridades de conselho a serviço da coroa real e escolhido pelos Sábios Dodekas de Arkinarium, Lufus ascendeu à alta classe dos sábios pela proficiência na arte do saber. Uma vez que não descendia da casa de Semum (raça dos Sábios) nem de Afimum (raça dos Reis), mas sim de ancestrais que desembarcaram da Balthazar, a nau negra, a qual transportava os filhos de Kanum (raça do grande povo: Comerciantes, Camponeses e Artesãos), Lufus foi o único desta que se destacou a ponto de ser investido com tão egrégio título.

    Na Universidade de Arkin, Lufus, pertenceu à primeira casa, denominada Arcana. Na segunda família dessa, chamada Legislação, cuja fonte era o Código Didaken, onde formavam-se juízes e conselheiros. Ao lado de Lufus, estavam Nikanum, Faimenas, Hokurum, Tehus e também grande parte dos filhos de Afimum. Ele foi um dos cinco eleitos da ordem Legislativa, sendo o maior entre eles, com o título de Conselheiro de Reis, intitulado Parakleton.

    Mesmo que sempre inclinado à razão e à prudência, Lufus, entretanto, arrastado pelos ardilosos conselhos de Kahi, permitiu que sua complacência com o mal perdurasse por tempo demais, o que lhe custou a alma pois não resistiu ao poder e rendeu-se ao seu prazer. Sob doses homeopáticas, sua essência foi minada por um longo período, tornando-se sequaz do mal. Assumiu o papel de conselheiro do inimigo, motivou a criação da nefasta Mubatur, a cidadela dos bruxos. instruindo seus principais sobre o autossustento e a independência econômica da hedionda Kanizum.

    No entanto, um dia, despertando das sombras, Lufus manifestou desacordo com as trevas e arrependeu-se de ter aderido e contribuído para a consolidação do mal na terra de Corlignum. Movido pelo remorso, fez um voto de silêncio perpétuo e jurou pleitear contra o mal que outrora fomentou, e deste então nesta empreita aplicou-se até o fim de seus dias.

    Valendo-se da força de seu poder, escapou do leste e migrou para o extremo oeste, onde foi recebido pelos elfos e pelos homens ali refugiados da guerra das feras. Arguto, tecia vastas monografias, quando não dialogava por opúsculos. Literato profícuo e proficiente sem fazer ouvir sua voz, mas tudo que importava agora, a boa ordem, escrevia de modo que ecoava o ditado: "Sua boca são as plágulas! Seus lábios e sua língua a selides e stikhoi! Seu grito posso ouvir, pelas letras de seu calámo!"

    Propôs, por escrito, a fundação de Dovarium a partir das ruínas de Rilarkimg nas faldas de Darastrix Verthicha. Estabeleceu o sistema e a estrutura tanto do novo reino dos homens quanto da academia de magos e sábios na mesma. Sua iniciativa inspirou a criação posterior de Liontarium, legando aos reinos, a constituição de direitos e o plano de desenvolvimento econômico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

~ Esta obra se encontra em desenvolvimento, assim sendo, é de prezada valia a opinião dos leitores. Colheremos todas as críticas, desde que tais sejam construtivas, no intuito de proporcionar melhor experiência de leitura. ~

Voltar ao Topo da Página