Arken - Capítulo VI

    Ora, por breve tempo, deter-nos-emos a relatar sobre a magnificência daquilo que foi e haveria de ser se a paz permanecesse, a mais valiosa de nossas obras, a Universidade Arkin. Esta era o edifício-mor, o sumo palácio, o coração de Arkinarium, fonte de nosso progresso, mina de todo saber, mãe dos letrados, tesouro do reino e despenseira de uma graça imperecível: o conhecimento.

    Ali era o leito dos sábios, residência de doutos e acadêmicos, habitação de estudantes e aprendizes e lar de todo inquiridor e mestre. Nela aperfeiçoava-se todo dom, pois todos os dotados a serviam ministrando cada aluno segundo o pendor destes, os quais, quando manifestavam seus talentos, eram de pronto lapidados em suas orientações.

    Assim, escolhiam ou eram designados, havia “As Sete Artes de Saberes”, também chamadas “Casas”, e cada aluno era direcionado a alguma conforme o dom que possuía. Cada “Casa”, por sua vez, dividia-se em duas vertentes que comungavam a mesma fonte, e estas eram chamadas de “Famílias”, das quais os alunos tinham por escolher de acordo com a vocação que lhes inclinava.

    A primeira Casa era chamada Arcana. Nela havia a Teologia, arte à qual debruçava-se sobre o Sacro Oráculo, e assim capacitava o aprendiz no ensino e na fé do Uno. Era ministrada pelos Dodeka. Desta, fez parte Akrivel. A segunda família nessa casa era Legislação. Esta tinha por fonte o Código Didaken. Nela, formavam-se os juízes e conselheiros, e dela faziam parte: Lufus, Nikanum, Faimenas, Hokurum, Tehus e também grande parte dos filhos de Afimum.

    A segunda CasaSaluta, dividia-se entre as famílias da Medicina e da Botânica. Desta arte vieram os pais de Fidirium a posteriori.

    A terceira Casa, chamada Mística, legada pelos Elfos, era composta por Alquimia, da qual Kahi se destacou; e Astronomia, na qual Havad fora ministrado.

    A quarta Casa era Aritma, donde oferecia a Engenharia” e a Arquitetura, tanto de edificações, naus ou bélicas (somada após a vinda dos Elfos). Estes admiravelmente hábeis contribuíram posteriormente para a fundação de cidades e projetaram artifícios extremamente decisivos, dos quais mudaram cursos de batalhas que viriam.

    A quinta “Casa” era a alegre Saltera, a qual por vezes também não deixava de ser melancólica; dela vinham os “Músicos” e os “Poetas”; e contou com a participação de venturosos bardos, flibusteiros e até ilustres vates como Lavid e Ieremás. Nesta, ensinavam a aferição e domínio em toda sorte de instrumentos como também a harmonização melódica das prosas.

    A sexta “Casa”, Eruta, tinha a família de “Letras”, os quais, além de tornarem-se hábeis linguistas, também se punham ao estimado ofício da transcrição, atribuindo-se assim títulos como “Cronistas” e “Escribas”. A segunda família desta casa era da “Retórica”, estes por sua vez, versavam-se em oratórias, homilias e dialéticas; organizavam debates a fim de exporem resoluções de supostas objeções e inspiravam ânimos com admiráveis discursos.

    A sétima e última “Casa” era Públia, sua primeira família era o “Comércio”. Nesta ensinavam as técnicas de permutação e convivência. E sua segunda família era a “Navegação”, para os aventureiros em sua maioria, esta encarregava-se de capacitar o aprendiz na leitura e administração de instrumentos náuticos, como a bússola, o astrolábio, a balestilha e o quadrante. Desta família, posteriormente, vieram os guias de nossa fuga para o norte e desta casa foram os pais de Aquilarium.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

~ Esta obra se encontra em desenvolvimento, assim sendo, é de prezada valia a opinião dos leitores. Colheremos todas as críticas, desde que tais sejam construtivas, no intuito de proporcionar melhor experiência de leitura. ~

Voltar ao Topo da Página