Elfos:
Uno, O Supremo Criador, pelo seu lavor forjou à luz dos astros, dando forma a seu brilho, os excelsos Elfos, altos seres com pontiagudas orelhas, de belas aparências, de deslumbrante sabedoria, e longínqua vida. Além disso, possuem sua língua própria, o Elvic, um intrincado idioma que é testemunha da riqueza de sua cultura e da profundidade de sua existência.
As Potestades Celestiais, em sua insondável benevolência, outorgaram aos Elfos os dons dos seis primordiais elementos, embora não para subjugar a natureza, mas sim para servir como seus fiéis e zelosos mantenedores. Como guardiães das raízes da criação, esses Elfos foram distribuídos pelos seis continentes, onde se harmonizaram com os terrenos e climas locais; entretanto, Édonen, permaneceu isento da presença dos Elfos, resguardado por divinos desígnios para um propósito maior.
Os Elfos das Águas erigiram-se em H’udatúr como protetores dos domínios aquáticos e admiradores de todas as criaturas vivas. Sob a tutela de Hanuktum, senhor dos oceanos, receberam Okráz, o dom das águas. Como rios que serpenteiam em direção ao mar, esses Elfos encontravam seu propósito na fluidez e adaptabilidade, movendo-se ao ritmo das ondas e das correntes. Apaixonados por todos os animais, sejam eles aquáticos, terrestres ou aéreos, os Elfos das Águas eram conhecidos por sua capacidade de compreender essas criaturas, e seus cantos ecoavam nas águas e nos ventos com promessas de proteção e sabedoria. O mar, ora calmo, ora tempestuoso, refletia a essência de suas almas, profundas e eternas, onde repousava o mistério e o renascimento.
Nas exuberantes florestas de Corlignum, onde o verde desponta em toda sua glória, residiam os Elfos da Flora e da Fauna, os amantes devotos da vegetação e zelosos protetores das plantas que floresciam e brotavam, enchendo o ar com o perfume das flores e a vitalidade das árvores. Adiastikus, o benfeitor que abençoou as copas e raízes com abundante vida, concedeu-lhes Edarók e Myótri, os dons da flora e da fauna. Cada árvore, cada caule e pétala era reverenciada, e sua harmonia com a vegetação transcorria como uma viva sinfonia, onde os murmúrios das folhas expressavam a essência do que estes Elfos mais amavam. Dedicação e devoção fluíam de sua afinidade com as plantas e flores, e a floresta era um espelho de sua própria essência, delicada e selvagem, serena e implacável.
Os Elfos da Terra e das Areias escolheram as majestosas e áridas vastidões de Cor'eremen como morada, onde a imensidão do deserto e o silvo dos ventos sussurravam antigos segredos. Concebidos por Basânitsúm, estes Elfos carregavam em sua essência a resiliência e solidez da pedra e da areia, tornando-se guardiões da estabilidade e do equilíbrio de Sátshi, o elemento do solo. A cada passo, comunicavam-se com a terra, como se escutassem seu coração pulsante nas profundezas. Suas mãos acariciavam as areias e os sedimentos, e sua presença fazia o solo florescer em ocultos mistérios e profundos saberes, onde eles se tornaram protetores da terra, aqueles que nutririam a semente do mundo.
Nas altivas montanhas de Lythoiken, os Elfos dos Ares e dos Ventos se erguem como sentinelas da abóbada celeste, abrigados entre os picos onde as nuvens se quebram e se elevam ao sabor dos eternos céus. Abençoados por Hárak, patrono dos ventos e das alturas, esses Elfos sabiam decifrar a dança das correntes de ar e o murmúrio dos céus. Resilientes e dotados de um profundo saber, serviam a Hantsá, o elemento aéreo, guiando-se pelas brisas que levavam suas vozes por incontáveis vastidões. E como as aves que migram e planam sobre vales e montes, esses Elfos seguiam o fluxo etéreo, nutrindo a terra com seus sopros de vida e harmonizando o reino dos ares com o do espírito.
Por último, mas tão essencial quanto todos os outros, os Elfos do Fogo e das Chamas encontraram seu lar nas ferventes terras de Oykopúr, onde as chamas dançam sob a vontade do vento e a terra reverbera com o incessante calor. Anképhre, o soberano das labaredas, agraciou-os com o dom de Dókar, o ígneo fogo, tornando-os mestres dessa implacável força. Dotados de uma afinidade quase visceral com as chamas, esses Elfos moldaram suas vidas em comunhão com o ardente elemento, aprimorando-se em artes de intenso calor e brilho. Suas habitações cintilavam como brasas sob o noturno céu, e os fogos que acendiam eram fontes de luz e proteção, revelando sua reverência pela energia que move a terra e o espírito.
Entretanto, quando Yu'zakrás foi agraciar o grupo de Elfos destinados a estabelecerem suas moradias nas chuvosas terras de Alushtúm, algo extraordinário e além do esperado ocorreu. Ao se aproximar dos Elfos, seus olhos começaram a brilhar com um dourado fulgor, e sua majestosa juba castanha esbranquiçou, entremeada por mechas resplandecentes como o ouro. Seu corpo, antes adornado pelos tons terrosos, tornou-se completamente branco, como se refletisse a essência da neve recém-criada, transformando-o em um imponente Leão Branco, símbolo de pureza e poder. Uma gélida brisa se ergueu, carregando consigo o prelúdio de um ancestral poder latente. Brilhos dourados e azuis emanaram dele e dos Elfos, entrelaçando-se em um espetáculo que parecia transcender o próprio tempo. Sob suas patas, a grama antes verdejante tornou-se branca como a neve, enquanto os pinheiros ao redor se cobriam de uma camada cristalina de gelo.
As águas dos lagos e rios começaram a congelar, e em um crescendo de força e majestade, todo o continente foi envolto em um manto de frio e neve. Nevascas, intensas e incessantes, começaram a varrer as terras, cobrindo tudo em uma brancura imaculada. As taigas, tundras e estepes de outrora deram lugar a gélidos biomas nevados, transformando Alushtúm em uma terra de esplendor invernal. O poder de Yu'zakrás foi tão vasto que ultrapassou os limites do continente, alcançando todo o norte de Arlathil, onde seus mares e oceanos foram tomados por geleiras, além de congelar o norte de Corlignum e Édonen, e cobrir o topo das montanhas de Lythoiken com neve perpétua. Assim, o continente, antes conhecido como Alushtúm, “O Coração de Chuva”, recebeu um novo nome em Elvic: Corkrúm, “O Coração de Gelo”.
Yu'zakrás inadvertidamente infundiu nos Elfos uma gélida essência em seu ser, já que como a última Potestade a ser gerada por Uno, fora também agraciado com o poder de dominar os seis principais elementos, e em virtude de seu formidável poder, uma sinfonia de Okráz e Hantsá, desencadeou a transcendental fusão, resultando assim, na criação dos Elfos do Gelo e da Neve, na transfiguração de seu ser, e nas transformações de seu continente.
Este sublime evento, tecido pelos fios do destino e da divina intervenção, além de selar a criação dessa estirpe, Yu'zakrás acabou desvelando um elemento até então desconhecida entre as Potestades, assim batizando-a, no idioma Elvic, de Owazith, o frígido e sereno Gelo, alçando-se como a única Potestade a manuseá-la, gerando a Cryocinese, o poder de manipular o Gelo. Essa essência, outrora urdida pelo Uno na forja da concepção de Corkrúm, permanecia latente, à espera do momento certo para ser confiado a uma Potestade. Tal revelação distingue Yu'zakrás como exclusivo detentor do poder de Owazith, um divino dom que não foi destinado a nenhuma Potestade anterior, sendo reservado exclusivamente para a singular essência do próprio Yu'zakrás.
Após esse grande feito de Yu'zakrás, e ao término da criação de todos os Elfos, marcados por sua ancestral sabedoria, eles desempenharam uma sagrada missão como mentores e pastores de raças menores, entrelaçadas com os fundamentais elementos. Como guardiães da harmonia cósmica, tornaram-se depositários da herança elementar, dispensando e conduzindo a arte do conhecimento com profunda reverência e garantindo que o equilíbrio da criação fosse preservado com inabalável devoção.
*Elfos da Flora e da Fauna;
• Principais Elementos = Edarók e Myótri;
• Principais Biomas = Selvas, Florestas, Campos e Bosques;
• Agraciados pela Potestade = Adiastikus.
Corkrúm:
*Elfos do Gelo e da Neve;
• Principal Elemento = Owazith;
• Principais Biomas = Frios e Gélidos;
• Agraciados pela Potestade = Yu'zakrás.
Cor'eremen:
*Elfos do Solo, da Terra e das Areias;
• Principal Elemento = Sátshi;
• Principais Biomas = Secos e Quentes, como Desertos e Savanas;
• Agraciados pela Potestade = Basânitsúm.
Oykopúr:
*Elfos do Fogo e das Chamas;
• Principal Elemento = Dókar;
• Principais Biomas = Quentes e Secos, como Vulcões, Desertos e Savanas;
• Agraciados pela Potestade = Anképhre.
Lythoiken:
*Elfos dos Ares e dos Ventos;
• Principal Elemento = Hantsá;
• Principais Biomas = Montanhas, Planaltos, Cordilheiras, Montes e Penhascos;
• Agraciados pela Potestade = Hárak.
H'udatúr:
*Elfos das Águas;
• Principal Elemento = Okráz;
• Principais Biomas = Aquáticos e Tropicais, como Praias, Arquipélagos, Mares, Rios, Lagos, Cachoeiras e Ilhas;
• Agraciados pela Potestade = Hanuktum.

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