Arken - Capítulo X

    Quando os fatos do ocorrido percorreu todo império, muitos indignaram-se contra o Rei, tanto pela ousada apostasia, quanto pela sentença insensata (segundo julgavam) sobre Akrivel, de forma tal, que não poucos afligidos pelo incomodo do mal, preferiram atar-se ao risco do perigo sob a esperança de iniciar uma sociedade segundo a justiça em outro horizonte, do que sujeitarem-se a uma “corja elitista” da qual, não encontrando dificuldade para subjugar o governo, podem sem demora, subverter o povo mais fraco; fora assim, que sob este azo, puseram-se a migrar rumo ao leste desconhecido; estes foram, a semente de Anatole.

    Muitos, porém, não todos dos que ficaram, depositaram seu apoio a Kahi, e o louvaram pelo tal feitio, o qual, consideraram como a “vitória do progresso”, desta maneira, estes, aspirando uma elevada expectativa, aderiram como pratica comum o uso de artes magicas no dia a dia; tornando dezenas, centenas e até milhares de cidadãos em bruxos de afã maligno. 

    Diante disto, algo não previsto passou a crescer exponencialmente: os crimes, pois homens cegos pela altivez que o poder cinge, tornaram-se hostis a todos; roubos, deflorações e assassinatos, os quais não poucas vezes era inflamada pela emulação e porfia; duelos até a morte e vinganças de sangue passaram a ser frequente, instaurando o caos total.

    O rei, vendo a então transtornada Arkinarium definhar-se em balburdia, flagelada pela iniquidade que a injustiça a acometeu, arrependeu-se do mal que outrora permitiu, e afligido pela culpa buscou direção no conselho, tomando por dispenseiro, o enfim mago: Lufus Parakleton, o qual, dotado de um aferido tino, recomendou a não proibir a magia naquele momento, mas logra-la sobre as forças da milícia, principalmente na Ordem dos Koinonins; assim, tal poder reprimiria o crime sem desvantagem e coagiria sem risco de massacre os insurgentes a sua ordem. 

    Foi do agrado do rei suas palavras, porém, o tempo e a saúde se puseram contra ele, e antes de consumar tal conselho, se viu subjugado pela fadiga que as cãs acometem os homens, sendo encerrado em breve instante. Não tardou, seu filho Hamadi II assentou-se no trono, herdando o cetro e a coroa do velho Pai. 

    Ora, o destemido Novo Rei era poderoso de espirito, rijo e resoluto em suas convicções, e não se demorando, manifestou sua desaprovação contra a magia: multiplicou as forças de seu comando, instaurando uma nove ordem para este fim (anti-bruxos), chamada Kataronins, os Puristas; estes, com armaduras de placas em tom fusco, capuzes escuros e longas espadas (de duas mãos) em lâminas negras; faziam a linha de frente, era tal horda a força abrupta a qual com mão forte, trucidava qualquer mago que tivesse por má sina encontrá-los; enquanto os Koinonins, a ordem criada pelo seu pai, cingiram-se em maior número, pois dobraram o seu recrutamento, esta era a força velada (de aspecto similar ao povo), a qual furtiva, flanqueavam encerrando todos os alvos às sombras e sob as sombras.

    Fora mediante a estas duas ordens e nesta forma, que expandindo-se em extensão seu domínio e alçando em grau sua supremacia, pôde-se aniquilar em massa os bruxos; ou quando não, exilar ou os pôr em fuga, donde os quais: Kahi, Lufus e toda a Escola Mística contasse banida.

    Em nossas crônicas, tal rechaça somou quatro mil bruxos enterrados e dois mil desterrados; logrando ao rei o prestigio de cidadãos aliviados. Assim fora que Hamadi II cunhou seu nome no memorial da história, sob o título de O Reformador.

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